outubro 09, 2017

Grupo de Pesquisadores da UESPI realiza roda de conversa em Comunidade Indígena

A Universidade Estadual do Piauí, através da Pró-Reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários e representada pelos professores Evandro Alberto de Sousa, Janaína Alvarenga Aragão, Luciano Figueiredo, Orlando Berti e Raimundo Dutra de Araújo, realizou, nos dias 06 e 07, uma roda de conversa na comunidade indígena de Serra Grande, localizada no município de Queimada Nova do Piauí, há 522 km da capital.
Roda de Conversa com moradores da comunidade 
O encontro consiste em um projeto interdisciplinar há ser desenvolvido na comunidade com duração de 3 a 4 anos e participação de alunos e professores da instituição e teve como objetivo principal, conversar com as famílias indígenas residentes ali, a fim de mapear as principais necessidades desses povos diante da universidade. 

Janaína Alvarenga Aragão, diretora da Universidade Estadual do Piauí – campus professor Barros Araújo, participou da roda de conversa com a comunidade e como representante da instituição, pôde ouvir da Cacique Maria Francisca Ferreira, quais os anseios da população. Segundo ela, “durante esses dois dias de encontro, ouvimos os desejos desse povo e estamos com uma lista de demandas em mãos. Nosso próximo passo é marcar uma reunião com professores e alunos para que possamos formar um grupo de pesquisa interdisciplinar que possa vir a atender essas demandas”, disse Janaína. 

A ideia principal desse primeiro encontro com os povos indígenas foi conhecer a comunidade e seus moradores, sua realidade e conversar a respeito das carências que permeiam o lugar, buscando avaliar qual o posicionamento e a atuação da IES frente a tais necessidades.

A princípio, o desejo dos moradores de Serra Grande é a construção de uma rádio comunitária que atenda a todos e leve cultura, informação e entretenimento. O projeto Roda de Conversa atuará em uma esfera geral, buscando atender a esses desejos e promovendo também ações sociais e de saúde a exemplo de prevenção contra câncer de mama, câncer de próstata e levantamento de sífilis para toda a população acima de 18 anos. 

O próximo encontro já possui data marcada e acontecerá nos dias 10, 11e 12 de novembro. Segundo a diretora Janaína Aragão, a ideia é voltar à comunidade com os demais professores e alunos que integrarão o grupo de pesquisa interdisciplinar a fim de executar as ações propostas. 

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Fotos por: Comunidade Serra Grande 





































outubro 03, 2017

Estudantes de Enfermagem realizam I UESPI Amarelo

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), de quarenta e cinco anos pra cá, o número de casos de suicídios em todo o mundo tem crescido cerca de 60%, representando a terceira maior causa de morte na faixa etária entre 15 e 35 anos em ambos os sexos. A cada ano, há cerca de um milhão de mortes por suicídio, o que representa uma morte a cada 40 segundos. 
Mesa de Honra do I UESPI Amarelo 
Diante disso, os alunos do 7º período do curso de bacharelado em enfermagem da Universidade Estadual do Piauí – campus professor Barros Araújo, em parceria com a enfermeira e professora Juliana Bezerra Macêdo, realizaram, no dia 29 de setembro, o I UESPI Amarelo: Juntos somos mais fortes. 

A ideia de discutir o suicídio e a sua prevenção surgiu a partir de um projeto idealizado pela acadêmica de enfermagem Patrezya Noelly, através de uma disciplina do curso, ministrada ainda no 2º período.  Segundo Patrezya, “a ideia do UESPI Amarelo surgiu a partir da disciplina de psicologia, onde o meu grupo ficou responsável por falar a respeito dos transtornos mentais e entre eles, havia muitos transtornos que como sequela, levava ao suicídio. A partir de então, surgiu o desejo de falar sobre esse tema, presenciado também na vida acadêmica”, disse a estudante. 

Com uma programação que contemplou apresentações culturais, palestras, mesa redonda, orientações acerca da temática e rodas de conversas, e contou com a participação de profissionais especializados na temática trabalhada, o evento teve como objetivo, capacitar os alunos e demais participantes para o desenvolvimento de ações de prevenção ao suicídio.  

Juliana Bezerra Macedo, enfermeira e professora da UESPI, falou acerca da programação oferecida ao público presente. Segundo ela, “a gente começou com ideias e opiniões e partimos para a sensibilização. Sabemos que não é só a parte cientifica que vai melhorar a questão da prevenção ao suicídio. Pensamos também na parte religiosa e psicológica e a partir dai, montamos a programação com base no que o paciente precisa: a parte biológica, social e psicológica”, afirmou Juliana.  
Professora Juliana Bezerra Macêdo 
Dividido em dois momentos principais, o I UESPI amarelo abordou, no período da manhã, a palestra Setembro Amarelo e a Epidemiologia do Suicídio, ministrada pelas professoras e enfermeiras Mariluska Macêdo de Deus e Maria da Conceição Portela Leal; e a palestra Sofrimento Silencioso: Como identificar o comportamento suicida, trabalhada pelas psicólogas Juliana Barbosa Dias Maia e Zélia Maria Santos Neiva. 
Professoras Mariluska Macêdo e Conceição Portela recebendo certificado de participação
Já no período da tarde, o Padre Ferdiran Fontes proferiu a palestra com o tema Viva, Ame-se e Aceite-se: Aceitação no combate ao suicídio; e o Pastor Paulo Sousa de Carvalho Junior abordou O papel da família na prevenção ao suicídio. Finalizando as atividades do evento, uma mesa redonda composta pela professora Juliana Bezerra Macedo, pelo professor e coordenador do curso de Educação Física, Glauber Castelo Branco, pela professora e enfermeira Daniela Bezerra Macedo, pelo Padre Ferdiran Fontes e pelo Pastor Paulo Sousa de Carvalho Junior discutiu, através de uma abordagem multiprofissional, o tema Suicídio: Como abordar e prevenir.
Mesa redonda 
A enfermeira Daniela Bezerra Macedo refletiu acerca da importância de se discutir temas como este e promover esta discussão dentro da universidade. De acordo com Daniela, “Não permitam que esse evento adormeça na universidade, visto tratar-se de um tema muito importante que só tende a crescer e deve ser trabalhado todos os dias, não apenas no mês de setembro, quer na nossa escola, quer na universidade, quer em casa e em todos os lugares aptos”, disse ela.

A prevenção do suicídio faz-se por meio do reforço de fatores ditos protetores e a diminuição dos fatores de risco, tanto no nível intelectual, quanto coletivo. Com isso, fica evidenciado a necessidade de capacitações multiprofissionais sobre o tema com o intuito de promover ações que levem a prevenção do mesmo.  

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