novembro 09, 2017

6º Café Inclusivo abordou o Direito como ferramenta de inclusão da pessoa com deficiência

De acordo com a sociologia, a inclusão representa o ato de igualar diferentes indivíduos que habitam determinada sociedade. Tal ação permite que todos tenham o direito de integrar e participar de várias dimensões de seu ambiente, sem sofrer qualquer tipo de preconceito. A inclusão se apresenta de várias maneiras, desde a inclusão social, passando pela escolar, até a inclusão digital.
Mesa Redonda do 6º Café Inclusivo 
Trabalhar este tema tem sido a proposta do projeto de autoria das professoras do curso de licenciatura em Pedagogia, Fabrícia Gomes e Kátia Moura que, em parceria com o Grupo de Estudos em Educação Inclusiva (GEEI), realizaram, na noite desta terça-feira (07), na quadra poliesportiva da Universidade Estadual do Piauí – campus professor Barros Araújo, a 6º edição do Café Inclusivo que desta vez, trabalhou o Direito como ferramenta de inclusão da pessoa com deficiência.

Com o objetivo de dialogar sobre inclusão escolar e social sobre uma perspectiva interdisciplinar, o projeto contou com a participação do curso de Direito da UESPI que abordou, através da mediação da advogada, assessora jurídica, conselheira jovem da OAB e professora universitária Yana de Moura Gonçalves, os direitos à pessoa com deficiência nos mais variados âmbitos.

Yana falou a respeito da importância das pessoas com deficiência e suas famílias conhecerem de fato os seus direitos à inclusão, assegurados por lei. Segundo ela, “a principal importância de conhecer o direito é utilizá-lo como instrumento de luta por emancipação, pois é através do conhecimento que as pessoas sabem onde recorrer e quem seriam os legitimados a auxiliá-las durante o processo de luta e construção de melhorias nas politicas púbicas da pessoa com deficiência. É através do direito também, que as pessoas com deficiência e suas famílias sabem que o Ministério Público é um órgão essencial para a legitimação desses direitos”, disse ela.    

A advogada e professora contou ainda com a participação da juíza titular da comarca de Itainópolis – PI, Dra.ª Mariana Marinho Machado e com a participação da presidente da comissão da OAB da pessoa com deficiência, Dr.ª Yara Moura Bezerra, que discutiram acerca das políticas de inclusão a pessoa com deficiência e os direitos e garantias assegurados tanto na cidade de Picos, como em outros estados; e trouxeram valiosas contribuições a todos que participaram.  
Dr.ª Yana ao lado da Juíza Dr.ª Mariana e Dr.ª Yara
A professora e uma das idealizadoras do Café Inclusivo Kátia Moura, ressaltou a necessidade da sociedade como um todo estar ciente sobre seus direitos e posterior a isso, ter acesso a eles. “É necessário que cada um saiba seus direitos e deveres nesse processo de inclusão social. Quando convidamos o curso de direito para participar do nosso projeto, pensamos justamente no fato dessa área embasar todas as questões e fundamentar as conquistas que temos hoje, visto que o grande avanço que demos se deu através da legislação”, destacou Kátia. 

O projeto Café Inclusivo se estende até o mês de dezembro e o próximo encontro já tem data marcada. Previsto para acontecer no dia 28 deste mês, o 7º encontro será realizado com o curso de licenciatura em Letras Português da UESPI e abordará a temática de Libras.

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Fotos por: Josimar Santana 













Estudantes de Administração realizam visita à Indústria do Vale do São Vicente

Na manhã desta terça-feira (07), estudantes do curso de bacharelado em Administração da Universidade Estadual do Piauí – campus professor Barros Araújo, participaram de uma visita técnica à Indústria do Vale do São Vicente, no município de Inhuma – PI. 
Alunos acompanhados do professor Newton 
A visita foi organizada pelo estudante e monitor da disciplina de Teoria Geral da Administração (TGA), Samuel Nascimento, juntamente com o professor do curso, Newton de Moura Bezerra. 

A Indústria do Vale do São Vicente, que antes foi uma cooperativa, hoje é propriedade do senhor Pedro Ferreira Lima e está em atuação no mercado desde o ano 2000, fabricando a cachaça e as rapaduras que também recebem o nome de “São Vicente”. A empresa vem, ultimamente, ganhando destaque nacional pela qualidade dos produtos que são fabricados exclusivamente através caldo da cana de açúcar. 
Rapaduras fabricadas pela Indústria do Vale do São Vicente 
A produção da cachaça e das rapaduras acontece no período de safra da cana, que ocorre de junho a dezembro. Nesse período, a indústria chega a contar com o trabalho de 22 pessoas que atuam diariamente na produção. 

Na ocasião, os estudantes foram recepcionados pelo gerente da empresa, o senhor Antônio, que mostrou todo o processo de fabricação dos produtos. 
Estudantes conhecendo o processo de produção da Indústria
Newton Bezerra, professor da UESPI, falou da importância de empreendimentos como a Indústria do Vale do São Vicente para o desenvolvimento da economia da região. Ele aproveitou a oportunidade para agradecer em nome da universidade ao senhor Pedro Ferreira por toda receptividade e por ter aberto as portas de sua empresa, proporcionando o aprendizado dos acadêmicos de administração.

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Fotos por: Samuel Nascimento







novembro 08, 2017

NOTA DE PESAR

A Universidade Estadual do Piauí - campus professor Barros Araújo, lamenta o falecimento precoce do ex-aluno Carlos Alberto Santos Lima, ocorrido na tarde de hoje (08), na cidade de Teresina – PI.

Carlos Alberto morava em Teresina com a esposa e concluiu recentemente o curso de licenciatura plena em Educação Física pela UESPI. Atualmente, atuava como educador físico e trabalhava em uma escola da capital.

Neste momento de dor e inconformidade, a direção da UESPI, bem como toda a comunidade acadêmica, se solidariza com os familiares e amigos.

novembro 02, 2017

Estudantes de Enfermagem realizam III UESPI Rosa

Considerado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) como um dos cânceres que mais acomete mulheres e as leva a morte, o câncer de mama não tem uma causa única. Seu desenvolvimento deve ser compreendido em função de uma série de fatores de risco, sendo alguns dele modificáveis, enquanto outros permanecem imutáveis. Quando diagnosticado e tratado em fase inicial, as chances de cura do câncer de mama chegam a 95%, levando o paciente a vencer a doença.
Mesa de honra do III UESPI Rosa
Em virtude dessa causa, alunos do curso de enfermagem da Universidade Estadual do Piauí – campus professor Barros Araújo, realizaram, nos dias 30 e 31 de outubro, em parceria com a professora e enfermeira Antônia Lucimeiry e juntamente com a coordenação do curso, o III UESPI Rosa: Uma campanha para tocar no fundo do peito. 

A mesa de honra do evento foi composta pela professora doutora e coordenadora do curso de enfermagem, Mariluska Macedo de Deus; pela professora e coordenadora do projeto, Antônia Lucimeiry Leal; pela professora doutoranda, enfermeira e representante do corpo docente, Conceição Portela; pela professora doutoranda e enfermeira, Gerdane Celene; pela advogada e professora da UESPI, Yana Moura; pela enfermeira e professora da UFPI, Sery Neeley Santos Lima; e pela acadêmica do curso e representante do corpo discente, Amanda Carvalho. 

O projeto, que está em sua terceira edição, foi idealizado pela professora e enfermeira Antônia Lucimeiry que vem colocando-o em prática a cada ano, juntamente com os acadêmicos do curso. A intenção, ao promover uma campanha desse tipo, é levar a conscientização e prevenção do câncer de mama e seus riscos a saúde da mulher e do homem fora dos muros da universidade. 

Segundo Antônia Lucimeiry, mais do que isso, a intenção é também promover entre os alunos engajados na causa, a humanização para com os portadores da doença, devolvendo a sociedade os ensinos adquiridos em sala de aula. “A UESPI exerce um papel fundamental perante a sociedade e possui, para com ela, o compromisso de devolução de conhecimento, que começa a partir do momento que os alunos adentram na academia. Uma das nossas propostas é justamente isso e é para isso que preparamos cada um deles, visto que a sociedade merece esse trabalho que é desenvolvido”, disse ela.
Professora Antônia Lucimeiry
Com uma programação que contemplou apresentações culturais, palestras e estandes, e contou com a participação de profissionais renomados e especializados nas áreas da saúde e do direito, o III UESPI Rosa teve como objetivo, trazer uma compreensão acerca do câncer de mama, desde os sintomas até o tratamento, levando a sociedade a conhecer os direitos assegurados em lei. 

A professora especialista e advogada Yana Moura, falou a respeito desses direitos e da importância de cada um conhece-lo a fundo e usá-los da maneira correta. De acordo com Yana, “o primeiro passo é entender que a constituição traz a saúde como um direito social e uma garantia fundamental como forma de respeito ao princípio da dignidade. Hoje vivemos um processo chamado jusdicialização da saúde justamente por pacientes oncológicos ou de outras doenças não terem de fato o acesso à saúde. 
Nesse caso, a lei dispõe que pessoas que tem câncer têm algumas garantias de levantamentos de valores e contribuição para com o INSS. Essas pessoas que contribuem, tem direito ao auxilio doença, a aposentadoria por invalidez ou ao FGTS depositado. Essas garantias são de suma importância, pois uma pessoa que passa por um tratamento de câncer gasta de inúmeras maneiras e não conhece seus direitos, que são assegurados em lei justamente com o intuito de ajudar”, falou.
Yana Moura, advogada e professora da UESPI
Dividido em dois dias, o III UESPI Rosa trouxe, no primeiro dia, estandes de assistência aos visitantes, com exposição de banners e orientações a respeito do autoexame que deve ser realizado tanto pelas mulheres, como pelos homens também. Com o apoio da professora Antônia Lucimeiry, os alunos responsáveis pela comissão organizadora deram orientações e sanaram as dúvidas mais frequentes. 

Já no segundo dia, no período da manhã, a professora, advogada e conselheira jovem da OAB Yana Moura, abordou a palestra Limites e possibilidade para assegurar o direito à saúde do paciente oncológico. Finalizando o primeiro momento, a palestra A atuação de enfermagem às pacientes com neoplasias de mama: humanização e assistência integral foi ministrada pela enfermeira e professora Sery Neeley Santos Lima. 

No período da tarde, a médica Sara Jane Santos Batista trabalhou as Diretrizes para a detecção precoce do câncer de mama. O médico Livio Portela Cardoso trouxe a palestra Prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Encerrando o segundo e ultimo dia do evento, a nutricionista Amanda Santana falou acerca da Nutrição e prevenção do câncer de mama: dietas e hábitos saudáveis para a prevenção e tratamento de neoplasias. 

A estudante do 5º período de enfermagem e integrante da comissão organizadora do evento Erika Leal, destacou a importância do autoexame a fim de detectar precocemente o câncer de mama. Segundo ela, “sabemos que descobrindo esse tipo de câncer mais cedo, há mais chances de cura. E essa detecção ocorre através do autoexame realizado em mulheres e homens que devem se conhecer e caso notem alguma alteração na mama, devem procurar rapidamente um médico especialista para uma avaliação”, disse Erika.   

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