junho 08, 2017

UESPI de Picos sedia II Fórum de Segurança Pública

A Universidade Estadual do Piauí – campus professor Barros Araújo, sediou, nos dias 06 e 07 de junho, o II Fórum de Segurança Pública da cidade de Picos e macrorregião. O evento, organizado pelo 4º Batalhão de Policia Militar do Piauí, teve como objetivo, discutir temas relacionados à segurança pública. Realizado no auditório da UESPI, o II Fórum contou com a participação da polícia militar, autoridades da cidade e do estado, estudantes e profissionais de diversas áreas.
Mesa de honra
Palestras, debates e mesas redondas marcaram a programação do evento, que apresentou aos presentes grandes nomes da área jurídica. O comandante do 4º BPM de Picos, coronel Edwaldo Viana, falou sobre a representatividade do II Fórum de Segurança Pública para Picos e cidades vizinhas. Segundo ele, “é um momento importantíssimo. É uma forma de nós trazermos as questões de segurança pública para a sociedade, principalmente para os alunos universitários que são formadores de opinião pública e multiplicadores”, disse ele. 
Tenente-Coronel Edvaldo Viana
A mesa de honra foi composta pelo Secretário de Segurança Pública do Piauí, Fábio Abreu; pelo Comandante Geral da Polícia Militar do Piauí, Coronel Carlos Augusto; pelo Comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar de Picos, Tenente-Coronel Edvaldo Viana; pelo Comandante do Policiamento do Semi-Árido, Tenente-Coronel Raimundo Rodrigues; pelo Comandante do Policiamento Metropolitano, Coronel Wagner Torres; pelo Comandante do 3º Batalhão de Engenharia de Construção, Tenente Eduardo Gomes; pelo presidente da OAB/Picos, Franck Bezerra; pelo Procurador Geral do Município de Picos, Maycon Abreu Luz; pelo diretor da UESPI, Evandro Alberto de Sousa; pelo coordenador do curso de Direito da UESPI, Cássio Luz Pereira; e pelo coordenador do curso de Direito da Faculdade R.SÁ, Adriano Borges. 

O Comandante Geral da Polícia Militar do Piauí, Coronel Carlos Augusto destacou a importância da realização do II Fórum de Segurança Pública. De acordo com ele, “discutir com a sociedade é sempre bom e nós fazemos parte de um sistema de segurança pública muito cobrado. Nós somos a porta de entrada de algumas ocorrências e com isso, temos que buscar, cada dia mais, discutir sobre as questões da violência urbana, já que vivemos em um país que tem, por ano, cerca de sessenta mil assassinatos”, falou.
Coronel Carlos Augusto
O primeiro dia do evento contou com uma solenidade de abertura e recebeu como palestrantes, o Tenente-Coronel Sousa Filho, que apresentou a palestra magna intitulada: Violência Urbana: defenda-se cidadão. Recebeu ainda o defensor público Juliano Leonel que palestrou sobre o Processo Penal e a Segurança Pública: o dilema das prisões cautelares e audiência de custódia e contou com uma mesa redonda composta pelo Presidente da Comissão de Segurança Pública da OAB/Picos, Mark Neiva e pelo advogado, professor e Conselheiro Estadual da OAB/PI, Herval Ribeiro que falaram sobre o tema abordado. 

O segundo e último dia de evento foi dividido em três momentos. O primeiro momento trouxe como palestrante, a doutora Alynne Patrício que abordou a Segurança Pública e a Maioridade Penal: um debate sobre a violência infanto-juvenil. Para debater sobre o assunto, uma mesa redonda foi composta pelo advogado, professor e conciliador do Juizado Especial Cível, Johilse Thomaz; e pela assistente social e professora, Ângela Bezerra. O segundo momento apresentou aos participantes, uma palestra sobre Criminalística, Criminologia e Crimes em Série, proferida pela escritora Ilana Casoy. O professor, assessor jurídico e conciliador federal Alekssandro Libério compôs a mesa redonda para falar sobre o que foi apresentado. Encerrando o II Fórum de Segurança Pública, o doutor Lucas Daniel palestrou sobre a Segurança Pública na perspectiva da proteção internacional dos Direitos Humanos: os deveres de investigar e punir e o controle de convencionalidade na ótica do Pacto de São José da Costa Rica e uma mesa redonda formada pela advogada, professora e subprocuradora do município de Picos, Fátima Miranda e pelo advogado e professor Cassio Luz, discutiram sobre o tema.

O diretor da instituição Evandro Alberto de Sousa, falou sobre o que esse Fórum representa para a universidade e destacou sua satisfação por sediar um evento como esse. Segundo ele, “discutir a segurança pública deve ser prioridade de qualquer cidadão e instituição, então a polícia militar do Piauí escolheu a UESPI e isso nos orgulha muito, visto que a universidade tem que participar e o fato de o evento ser aqui no nosso campus, nos deixa muito orgulhosos”, disse ele.  
Participantes do II Fórum de Segurança Pública

Confira mais fotos:

*Fotos por: Fabiana Santos


















































junho 07, 2017

UESPI de Picos realiza 3º encontro de Casas de Terreiros de Comunidades Quilombolas

A Universidade Estadual do Piauí – campus professor Barros Araújo, realizou, recentemente, em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (PREX) e com o Governo do Estado, através da Fundação de Amparo a Pesquisa do Piauí (FAPEPI), o 3º Encontro de Casas de Terreiros de Comunidades Quilombolas. 
Alunos e moradores da comunidade de Custaneira 
O evento, que está em sua terceira edição e tem como objetivo, fortalecer a identidade cultural dos grupos quilombolas existente, faz parte de um projeto de pesquisa e extensão desenvolvido com estudantes dos mais variados cursos da instituição e coordenado pelos professores Luciano Figueiredo, Janaína Aragão e Ermínia Medeiros.

O Pró-Reitor de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (PREX), Raimundo Dutra, falou sobre a importância da realização de um projeto de pesquisa e extensão como este para a universidade. De acordo com ele, “esse projeto é de suma importância para a academia, pois é uma oportunidade que alunos e professores têm de levar para a comunidade a qual estão visitando, conhecimentos que são produzidos nos cursos e no decorrer das disciplinas e com atividades como essa, há uma relação entre esses conhecimentos e a própria comunidade que é a essência da extensão”, disse ele.   

O encontro aconteceu nos dias 03 e 04 de junho, na comunidade quilombola de Custaneira, localizada na cidade de Paquetá - PI e contou com a participação de estudantes das áreas de enfermagem, educação física, letras, biologia e administração, bem como a participação de alguns professores da universidade. Os envolvidos no projeto puderam conhecer de perto a comunidade e as vivências e tradições de seu povo, marcados pela forte crença na religião africana. Puderam ainda, participar das atividades desenvolvidas pelos moradores do lugar.
Comunidade Quilombola de Custaneira - Paquetá/PI
A acadêmica do curso de educação física Vivianne Moura, falou sobre a experiência de vivenciar esse encontro e o que ele representa para a universidade. “A experiência de passar um final de semana na comunidade quilombola de Custaneira foi única para qualquer pessoa e para mim, principalmente. Estar em contato com a umbanda, religião, que eu não conhecia, mas admirava, me fez admirar ainda mais. Quebrar paradigmas a respeito do que se pensa, é uma coisa muito importante nos dias atuais e a universidade, no seu papel humanizador, nos proporcionou esse contato e a experiência de aprender o que é respeito”, afirmou Viviane. 

A professora mestre Ermínia Medeiros, destacou a relevância desse projeto para a sociedade, bem como para assegurar também a cultura desenvolvida e vivenciada por esses povos. Segundo ela, “há uma tendência muito grande dessas comunidades tradicionais irem, aos poucos, sendo engolidas em virtude da urbanização cada  vez mais constante e isso faz com que elas percam seus traços tradicionais como é o caso de uma comunidade quilombola próxima a cidade de Oeiras, que já perdeu bastante suas características, principalmente no tocante a religiosidade”, disse ela. 
Alunos e moradores da comunidade 
Confira mais fotos:

*Fotos tiradas por alunos que participaram do encontro.